Programa

2007

Em maio de 2007, no Fórum de Coordenadores de Pós-graduação em História, discutiu-se sobre materiais didáticos para a Educação Básica e, mais especificamente, seu reconhecimento como produção dos professores dos Programas de Pós-Graduação. Na ocasião, havia alguma resistência de que a pós-graduação assumisse responsabilidades com a Educação Básica, devendo restringir-se à pesquisa científica produzida no seu âmbito. Entretanto, superado o estranhamento inicial, organizou-se um Grupo de Trabalho sob a coordenação dos Profs. Drs. Marieta de Moraes Ferreira (UFRJ) e José Rivair Macedo (UFRGS) para discutir como as iniciativas e as produções voltadas para a Educação Básica poderiam ser consideradas nas avaliações dos Programas de Pós-graduação pela CAPES. Nesse grupo, integraram-se os Prof. Drs. Surama Conde Sá Pinto (Universidade Severino Sombra), Keila Grimberg (UNIRIO), Regina Maria da Cunha Bustamante (UFRJ), Joana Neves (UFPB) e Cláudia Engler Cury (UFPB). Em maio do ano seguinte, no âmbito do mesmo Fórum, houve a apresentação da Profª Dª Marieta de Moraes Ferreira sobre o mercado de livros didáticos no Brasil e a necessidade de um maior envolvimento da comunidade científica com esse tipo de produção, no sentido de superar os distanciamentos entre o ensino escolar de História e as inovações trazidas pelas pesquisas dos Programas de Pós-graduação. Fez-se, neste mesmo ano, o encaminhamento de sugestões à Direção da ANPUH e à CAPES, que valorizavam a interação entre Universidade e Escola em diferentes frentes, tais como: 1) na formação inicial: compromisso da Pós-graduação com o desenvolvimento das Licenciaturas em diferentes modalidades (presencial, semipresencial e educação à distância); 2) na formação continuada: lato sensu / extensão, voltada para a formação de professores; 3) no impacto da produção do Programa na graduação, produção didática, utilização pública e escolas; 4) no envolvimento dos Programas de Pós-graduação nas políticas públicas educacionais em diferentes níveis; 5) na participação dos docentes dos Programas nas políticas de inserção dos alunos de Ensino Médio na pesquisa universitária (Iniciação Científica Júnior, Jovens Talentos etc.); 6) na elaboração de livros didáticos avaliados pelos Programas do MEC (PNLD, PNLEM); 7) na elaboração, organização e difusão de livros paradidáticos e outros materiais didáticos em diferentes mídias (CD / DVD / websites etc.). Nas discussões do Grupo de Trabalho do Fórum de coordenadores de Pós-graduação em História, a proposta da formação de um mestrado profissional em Ensino de História já era aventada, entretanto, não havia ainda consenso sobre o assunto no âmbito mais geral do próprio Fórum.

2012

Em 2012, o projeto do ProfHistória começou a se materializar. Ele nasceu do interesse de um grupo de professores do estado do Rio de Janeiro pela proposta da CAPES relativa à criação de Programas de Pós-graduação (mestrado) Profissionais em rede nacional. A proposta foi inicialmente apresentada pela Profª Dª Marieta de Moraes Ferreira (UFRJ) e desenvolvida por docentes vinculados a seis instituições do Rio de Janeiro, a saber: UFRRJ, UFRJ, UFF, UERJ, UNIRIO, PUC-Rio. Esse grupo inicial foi responsável pela elaboração do Projeto e do Regimento do Programa de Mestrado Profissional de Ensino em História (ProfHistória) que, posteriormente, agregou novos colaboradores do Rio de Janeiro e de outras regiões do país. No total, participam docentes vinculados a seis instituições de ensino superior da região Sudeste do país; cinco da região Sul; uma da região Nordeste; e uma da região Norte.

2013

Concluído o projeto do Mestrado Profissional em Ensino de História em rede nacional tendo como âncora a UFRJ e reunindo 12 Universidades de diferentes localidades, o resultado foi apresentado à Capes para avaliação e aprovado em agosto de 2013.

2014

Em junho de 2014 o processo seletivo foi realizado com sucesso e a primeira turma foi iniciada em agosto seguinte com 148 alunos, sendo 128 bolsistas. Receberam bolsas de mestrado da CAPES todos aqueles que comprovaram vínculo com o ensino de história na educação básica da rede pública.

2015

Por conta do grande interesse pelo curso, em abril de 2015 abrimos o processo seletivo para o ingresso de novas universidades. Foram 43 candidatas e foi possível aprovar 18 proponentes. Em seguida, iniciamos os preparativos para a seleção nacional para o ingresso de novos alunos. Dessa segunda vez foram 3.284 candidatos inscritos, 794 aprovados e 405 matriculados.

2016

Neste segundo semestre de 2016, o ProfHistória está iniciando uma nova fase com a titulação dos antigos alunos, com a entrada da segunda turma e com a possibilidade de avaliação dos caminhos percorridos – o que foi conquistado, o que merece correção. Um caminho foi aberto mas muitos desafios estão por vir. De toda forma parece claro que os mestrados profissionais em ensino em rede nacional vieram para ficar, e que o ProfHistória está inserido nesta tendência. Certamente correções deverão ser feitas, estratégias poderão ser aprimoradas, mas o ProfHistória pode trazer contribuições de grande relevância para a educação básica, seja beneficiando pessoalmente os professores, seja propiciando o desenvolvimento de métodos e estratégias de ensino.