PRIMEIRA DISSERTAÇÃO DO PROFHISTÓRIA/UERN É APROVADA COM LOUVOR

O núcleo do Mestrado Profissional em Ensino de História (PROFHISTÓRIA) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) viveu uma tarde histórica nesta sexta-feira, 14/1. O programa registrou a ocorrência da sua primeira defesa pública de dissertação.

A professora Lívia Queiroz, que fez importante pesquisa sobre a música brega no período da ditadura militar no Brasil (1964-1965) defendeu o seu trabalho de conclusão do mestrado, intitulado “Os sons do brega na sala de aula: músicas e a construção de memórias sobre a ditadura militar no Brasil (1964-1985”.  

Na dissertação, Lívia mostrou o lugar da música brega naquele cenário nacional de governo ditatorial, apontando quais artistas resistiram, como fizeram essa resistência, destacando inclusive quais canções foram censuradas.

Lívia atuou na perspectiva de aliar a pesquisa com o ensino, enfatizando a importância de se trabalhar esse tipo de composição em sala de aula como forma de propor uma reflexão sobre cultura de massa, ditadura, negacionismo, temas tão atuais.

Ao final da defesa, e após reunião da banca, o trabalho de Lívia Queiroz foi aprovado com louvor e indicação para publicação. Os trabalhos da banca tiveram início às 14h e terminaram às 17h17.

A banca de defesa foi presidida pela professora-doutora Isaíde Bandeira da Silva (UECE/UERN), orientadora, e contou ainda com os professores-doutores Edmilson Alves Maia Júnior (UECE/UFC), examinador externo, e André Victor Cavalcanti Seal da Cunha (UERN) examinador interno.

O professor André Seal disse ser muito significativo que o primeiro trabalho do programa estivesse sendo defendido por uma mulher, tendo a banca sido presidida por uma professora. “Realmente, um momento histórico para o PROFHISTÓRIA/UERN”, apontou André, que lembrou ainda da luta para que a UERN ganhasse um núcleo do programa.

Lívia Karolliny explicou que o objeto de sua pesquisa insere-se na discussão e reflexão sobre as potencialidades das músicas “bregas” no processo de compreensão histórica sobre a Ditadura Militar no Brasil, partindo das motivações utilizadas para aplicar censura a algumas composições.

Lívia Karolliny, graduada em História pela Universidade Estadual do Ceará (2013) é graduanda em Letras/Espanhol pela Universidade Federal do Ceará-UFC. Atualmente, atua como professora de História da Educação Básica do Ensino Público e Privado em Quixadá-Ce. Nas suas pesquisas foca principalmente sobre os seguintes temas: Ensino de História; Música Popular Brasileira; Ditadura Militar; História Pública.